terça-feira, novembro 19, 2002


Acho que nunca fui muito bom de aprender por parábolas, hoje estou muito chateado e faço um manifesto. Não tenho forças para amar de novo. As pessoas me deixam de lado, porque só conseguem enxergar elas mesmas, esquecem até daqueles que estão a sua volta. Putz esse povinho e seu mundo exclusivo, mundinho fashion...


COMO UMA FOLHA
Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva a menor provocação.

Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava

por consolar a quem tinha magoado.

Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, me entregou

uma folha de papel lisa e me disse:

- Amasse-a!

Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.

- Agora - voltou a dizer-me - deixe-a como estava antes.

É óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentei, o papel ficou cheio de pregas.

Então, disse-me o professor:

- O coração das pessoas é como esse papel... A impressão

que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.

Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente.

Quando sinto Vontade de estourar, lembro deste papel amassado.

A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.

Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro,

mas é tarde demais.